DISTÂNCIA DO BRASIL
Ah, Brasil... Esse belo país continental que guarda um mundo dentro de suas fronteiras, como se abraçasse todos os povos e todas as culturas eis um gigante pela própria natureza, pela própria natureza... Tão somente pela própria natureza, pois se depender de seus políticos, Brasil... Ah, Brasil... Você está... Perdido!!!
A MENOR DISTÂNCIA
Com a era da informação, as comunicações rápidas que transmitem som e imagem em tempo real, sem dúvida nenhuma aproximam as pessoas, uma vez que se pode conversar durante horas a fio (ou a satélite, fibra ótica e em banda larga). Porém esta solução não é suficiente, o ser humano é um ser social (e carente) e por isso necessita não só de ouvir e ver, o ser humano precisa sentir o seu ente querido ou amado ou querido e amado.
Então, toda a tecnologia que temos hoje, não aproxima de modo algum um do outro, somente serve de aspirina para a dor da saudade, é solução ilusória de fato, alivia uma dor que nunca cessa, esconde o sofrimento da distância. Muitas vezes, conversamos com as pessoas como se elas estivessem por perto, então somente nos damos conta de há uma enorme distância quando precisamos segurá-las pelas mãos, ou abraçá-las ou, enfim, senti-las. Nós nos damos conta que é preciso que elas venham até nós, ou que nós vamos até elas.
O MENOR ESPAÇO DE TEMPO
Buscando chegar o mais rápido possível, o homem deixou de andar e passou a cavalgar, não sendo suficiente apenas um cavalo, inventaram a carroça, a charrete, puseram um monte de cavalos e homem chegava mais rápido do que nunca.
Vieram os barcos e os navios, vieram os trens e os carros, vieram os dirigíveis e os aviões e as pessoas puderam cada vez mais rápido se encontrar. É o pai que volta da viagem à trabalho, os filhos voltando de férias da casa da vó, a mãe que vai visitar a filha, os tios que vêm passar uns dias, enfim, são as mais diversas ocasiões.
Mas existe um lugar neste mundo chamado Brasil que quanto mais a humanidade evolui, este que uns anos atrás tinha alguma esperança com o processo de redemocratização, nos últimos anos vem mostrando que caminha na contra mão do regresso.
NO CÉU OU NA TERRA: MEDO
Voar de avião no Brasil está perigoso, viajar de carro também está perigoso. O avião pode cair se sair do chão, o carro pode bater ou pode ser batido se sair do congestionamento. É um caos dentro e fora do aeroporto, é um caos dentro ou fora da estrada. Aquele que sai de casa no Brasil, o brasileiro sai e não sabe se volta, não sabe nem se chega. No céu ou na terra impera o medo do brasileiro. Tal descaso distancia ainda mais o grande Brasil do próprio Brasil.
Parece que nossas diferenças aumentam, fica quase impossível reconhecer no sul o mesmo país do norte, tamanha é desigualdade. E não estou falando da desigualdade social à qual somos todos submetidos, mas da desigualdade de tratamento a que somos submetidos. Por sorte, moro no Estado de São Paulo, temos sem dúvidas as melhores estradas do país e ainda que os pedágios sejam salgados, sai mais barato que a estrada esburacada e perigosa do governo federal.
E a solução que o nosso governo federal arranjou foi aquela que tanto criticou e condenou nas eleições: A Privatização! Parece mesmo que nada é bem cuidado nas mãos do governo, daí que se passa para a iniciativa privada, que cobra caro, mas nos faz chegarmos ao nosso pão de cada dia e aos braços de nossa família.
A MENOR DISTÂNCIA
Com a era da informação, as comunicações rápidas que transmitem som e imagem em tempo real, sem dúvida nenhuma aproximam as pessoas, uma vez que se pode conversar durante horas a fio (ou a satélite, fibra ótica e em banda larga). Porém esta solução não é suficiente, o ser humano é um ser social (e carente) e por isso necessita não só de ouvir e ver, o ser humano precisa sentir o seu ente querido ou amado ou querido e amado.
Então, toda a tecnologia que temos hoje, não aproxima de modo algum um do outro, somente serve de aspirina para a dor da saudade, é solução ilusória de fato, alivia uma dor que nunca cessa, esconde o sofrimento da distância. Muitas vezes, conversamos com as pessoas como se elas estivessem por perto, então somente nos damos conta de há uma enorme distância quando precisamos segurá-las pelas mãos, ou abraçá-las ou, enfim, senti-las. Nós nos damos conta que é preciso que elas venham até nós, ou que nós vamos até elas.
O MENOR ESPAÇO DE TEMPO
Buscando chegar o mais rápido possível, o homem deixou de andar e passou a cavalgar, não sendo suficiente apenas um cavalo, inventaram a carroça, a charrete, puseram um monte de cavalos e homem chegava mais rápido do que nunca.
Vieram os barcos e os navios, vieram os trens e os carros, vieram os dirigíveis e os aviões e as pessoas puderam cada vez mais rápido se encontrar. É o pai que volta da viagem à trabalho, os filhos voltando de férias da casa da vó, a mãe que vai visitar a filha, os tios que vêm passar uns dias, enfim, são as mais diversas ocasiões.
Mas existe um lugar neste mundo chamado Brasil que quanto mais a humanidade evolui, este que uns anos atrás tinha alguma esperança com o processo de redemocratização, nos últimos anos vem mostrando que caminha na contra mão do regresso.
NO CÉU OU NA TERRA: MEDO
Voar de avião no Brasil está perigoso, viajar de carro também está perigoso. O avião pode cair se sair do chão, o carro pode bater ou pode ser batido se sair do congestionamento. É um caos dentro e fora do aeroporto, é um caos dentro ou fora da estrada. Aquele que sai de casa no Brasil, o brasileiro sai e não sabe se volta, não sabe nem se chega. No céu ou na terra impera o medo do brasileiro. Tal descaso distancia ainda mais o grande Brasil do próprio Brasil.
Parece que nossas diferenças aumentam, fica quase impossível reconhecer no sul o mesmo país do norte, tamanha é desigualdade. E não estou falando da desigualdade social à qual somos todos submetidos, mas da desigualdade de tratamento a que somos submetidos. Por sorte, moro no Estado de São Paulo, temos sem dúvidas as melhores estradas do país e ainda que os pedágios sejam salgados, sai mais barato que a estrada esburacada e perigosa do governo federal.
E a solução que o nosso governo federal arranjou foi aquela que tanto criticou e condenou nas eleições: A Privatização! Parece mesmo que nada é bem cuidado nas mãos do governo, daí que se passa para a iniciativa privada, que cobra caro, mas nos faz chegarmos ao nosso pão de cada dia e aos braços de nossa família.

